A Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) divulgou, na manhã desta terça-feira (12), um posicionamento oficial sobre a greve dos professores da instituição. Em nota, a entidade afirmou que o pedido de reajuste salarial acima de 60% apresentado pela categoria não condiz com a capacidade financeira e contratual da associação.
Segundo a Afasc, a reivindicação é considerada inviável dentro da realidade da instituição. A entidade também destacou que vem adotando medidas para valorização dos profissionais da educação nos últimos anos.
Conforme a associação, em 2025 foi concedido aumento com ganho real de 3% acima da inflação. Já para 2026, a instituição afirma ter apresentado uma nova proposta também com ganho real, algo classificado como um avanço histórico dentro da entidade.
A Afasc ressaltou ainda que segue acompanhando a situação e reforçou a preocupação com a manutenção dos serviços oferecidos à comunidade.
Leia o pronunciamento divulgado pela Afasc:
Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) esclarece que o impasse com o sindicato que representa seus profissionais tem como ponto central uma reivindicação de aumento salarial superior a 60%, situação sem paralelo nas demais categorias profissionais privadas.
A Afasc respeita seus profissionais e reconhece a importância da valorização dos educadores. Tanto que, em 2025, concedeu ganho real de 3% acima da inflação e, para 2026, apresentou proposta novamente com ganho real, avanços inéditos na história da entidade.
Apesar disso, o sindicato insiste em uma exigência incompatível com a realidade jurídica, financeira e contratual da Afasc. Assumir uma obrigação dessa dimensão significaria colocar em risco a sustentabilidade da instituição e a continuidade do atendimento a quase 6 mil crianças e famílias de Criciúma.
A Afasc seguirá adotando todas as medidas cabíveis para preservar os avanços já construídos, proteger sua sustentabilidade e garantir, dentro dos limites possíveis, a continuidade do atendimento às crianças.

