05/06/2026 15h09

O assessor do deputado estadual Jessé Lopes (PL), Brain Pacheco, afirmou que uma juíza do Rio de Janeiro deveria ser “espancada até a morte”. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira (4), após uma decisão judicial relacionada ao caso Henry Borel.

Pacheco, que também atua como influenciador digital e possui cerca de 550 mil seguidores no Instagram, reagiu à decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel. A magistrada presidiu o julgamento que também condenou o ex-vereador Jairinho pela morte do menino.

Até às 12h desta sexta-feira (5), o vídeo publicado por Pacheco acumulava mais de 27 mil curtidas e cerca de 230 mil visualizações.

Em tom de indignação, o assessor criticou a decisão da magistrada e fez a seguinte declaração:

“Essa mulher deveria ser espancada até a morte. Merecia isso. Porque uma juíza militante, feminista de merda, concedeu perdão para uma mãe envolvida no assassinato do próprio filho.”

Segundo a avaliação de um advogado criminalista ouvido pela reportagem, a fala pode ser entendida como uma ameaça e também levantar discussões jurídicas sobre possível incentivo à violência contra uma agente pública.

O caso Henry Borel

O caso ganhou repercussão nacional em março de 2021, quando o menino Henry Borel, de 4 anos, morreu após sofrer agressões no apartamento onde vivia com a mãe e o então padrasto, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior.

Após quase cinco anos de tramitação, o Tribunal do Júri concluiu o julgamento nesta semana. Jairinho foi condenado por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo, recebendo pena superior a 43 anos de prisão. Já Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo e recebeu perdão judicial concedido pela magistrada.

Ao fundamentar a decisão, a juíza Elizabeth Louro afirmou que Monique sofreu, ao longo dos últimos anos, uma reação social considerada “desproporcional” e marcada por preconceitos de gênero. O Ministério Público do Rio de Janeiro anunciou que irá recorrer da decisão.

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