Foi identificado como Thiago Xavier Fagundes, o servidor da Prefeitura Municipal de Criciúma (PMC) que, por três vezes, removeu e se apropriou das faixas de protesto que estavam afixadas na Click Beer, estabelecimento localizado às margens da Avenida Centenário, no bairro Santo Antônio, em Criciúma.
Fagundes, que é agente de trânsito concursado, exerce a função na PMC há 19 anos. Atualmente o servidor ocupa a função de coordenador dos agentes de trânsito.
Na primeira vez, ele utiliza um veículo oficial da PMC para ir até o local cometer o crime. As imagens foram registradas por câmeras de segurança e divulgadas no perfil oficial do estabelecimento.
Nas outras duas vezes em que o servidor foi flagrado pelas câmeras de monitoramento, ele aparece desuniformizado, utilizando um veículo particular.
Crimes
Conforme apurado pela reportagem, a remoção das faixas de protesto da empresa Click Beer, pode ser interpretada como um ato para dificultar ou impedir a manifestação de Jhonata Santos Daminelli, proprietário do estabelecimento. Segundo um advogado criminalista da cidade, essa atitude pode se enquadrar em crime previsto na Lei de Abuso de Autoridade.
A conduta de Fagundes pode, ainda, caracterizar o crime de dano, previsto no artigo 163 do Código Penal, uma vez que houve aparente destruição ou inutilização de bem particular.
O advogado explicou também que o uso de um veículo oficial da prefeitura, fora das finalidades e atribuições do serviço público, configura ato de improbidade administrativa e, dependendo do caso, pode caracterizar crime contra a Administração Pública, como peculato-desvio, que é usar indevidamente de bens públicos em proveito próprio ou alheio, valendo-se da facilidade que o cargo proporciona.
Na segunda-feira (27), o delegado de Polícia Civil de Criciúma responsável pelo caso, Fernando Pagani Possamai, informou que o servidor ainda não tinha sido identificado.
O Canal Criciúma, que obteve acesso as imagens de todas as câmeras locais, “reconstruiu” a cena do crime e identificou o agente municipal. O vídeo foi encaminhado a Possamai para auxiliar no inquérito policial.
Procurado para se manifestar sobre o caso, Fagundes não respondeu à reportagem.



