28/10/2025 11h55 · Atualizado há 5 meses

Foi identificado como Thiago Xavier Fagundes, o servidor da Prefeitura Municipal de Criciúma (PMC) que, por três vezes, removeu e se apropriou das faixas de protesto que estavam afixadas na Click Beer, estabelecimento localizado às margens da Avenida Centenário, no bairro Santo Antônio, em Criciúma.

Fagundes, que é agente de trânsito concursado, exerce a função na PMC há 19 anos. Atualmente o servidor ocupa a função de coordenador dos agentes de trânsito.

Na primeira vez, ele utiliza um veículo oficial da PMC para ir até o local cometer o crime. As imagens foram registradas por câmeras de segurança e divulgadas no perfil oficial do estabelecimento.

Fagundes utilizando um veículo da PMC para cometer o crime

Nas outras duas vezes em que o servidor foi flagrado pelas câmeras de monitoramento, ele aparece desuniformizado, utilizando um veículo particular.

Veículo particular utilizado por Fagundes, chefe dos Agentes de Trânsito de Criciúma

Crimes 

Conforme apurado pela reportagem, a remoção das faixas de protesto da empresa Click Beer, pode ser interpretada como um ato para dificultar ou impedir a manifestação de Jhonata Santos Daminelli, proprietário do estabelecimento. Segundo um advogado criminalista da cidade, essa atitude pode se enquadrar em crime previsto na Lei de Abuso de Autoridade.

A conduta de Fagundes pode, ainda, caracterizar o crime de dano, previsto no artigo 163 do Código Penal, uma vez que houve aparente destruição ou inutilização de bem particular.

Faixas de protesto retiradas por três vezes do estabelecimento Click Beer

O advogado explicou também que o uso de um veículo oficial da prefeitura, fora das finalidades e atribuições do serviço público, configura ato de improbidade administrativa e, dependendo do caso, pode caracterizar crime contra a Administração Pública, como peculato-desvio, que é usar indevidamente de bens públicos em proveito próprio ou alheio, valendo-se da facilidade que o cargo proporciona.

Na segunda-feira (27), o delegado de Polícia Civil de Criciúma responsável pelo caso, Fernando Pagani Possamai, informou que o servidor ainda não tinha sido identificado.

O Canal Criciúma, que obteve acesso as imagens de todas as câmeras locais, “reconstruiu” a cena do crime e identificou o agente municipal. O vídeo foi encaminhado a Possamai para auxiliar no inquérito policial.

Procurado para se manifestar sobre o caso, Fagundes não respondeu à reportagem.

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