15/12/2025 16h47 · Atualizado há 4 meses

A Lei Rouanet, um dos mais conhecidos programas de incentivo à cultura no Brasil,  registrou uma captação recorde no primeiro semestre de 2025 — atingindo R$ 765,9 milhões. Este montante é o maior já registrado para o período desde a criação da lei em 1991, representando um aumento de quase 40% em relação ao ano anterior. O valor captado foi divulgado no mês de julho, pelo Ministério da Cultura.

O valor reflete uma renúncia fiscal igualmente recorde: empresas e pessoas físicas optaram por destinar parte de seus impostos, que podem atingir até 4% do lucro real para empresas, para financiar projetos culturais, em vez de recolher o valor total ao governo.

Apesar do sucesso geral na captação de recursos, a distribuição do montante arrecadado permanece como um ponto sensível e objeto de debate: uma parte significativa dos recursos continua a ser direcionada a artistas e instituições com estruturas já consolidadas e maior visibilidade, que demonstram mais facilidade em atrair grandes marcas e patrocínios — enquanto projetos menores e artistas iniciantes frequentemente encontram barreiras para acessar o sistema e garantir o apoio necessário.

A concentração dos recursos alimenta discussões sobre a democratização do incentivo. Há questionamentos sobre a necessidade de revisão das regras para priorizar novos talentos e projetos com maior impacto social ou regional e, de avaliação, para analisar se grandes eventos já financeiramente estáveis deveriam ou não depender de incentivos governamentais via renúncia fiscal.

Com as informações de V9 Vitoriosa

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