24/10/2025 19h05 · Atualizado há 5 meses

A juíza de direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Araranguá, Lívia Borges Zwetsch Beck, proibiu a entrada de presos no Presídio Regional de Araranguá. A decisão, publicada nessa quinta-feira, dia 23, reforça os problemas estruturais enfrentados pela unidade prisional que está interditada desde 2014.

O presídio foi projetado para abrigar 360 detentos. No ano da interdição, o local estava com 470 reclusos. Até essa quinta-feira, revela o despacho, haviam 475 pessoas pressas no prédio. “A superlotação não revela apenas um problema quantitativo de alocação humana, pois as tensões e os conflitos internos tem aumentado, e cada vez mais a segurança dos servidores tem sido comprometida. A gestão dos presos está severamente comprometida por falta de espaço”, enfatizou a juíza.

Na decisão, Lívia lembra que o Governo de Santa Catarina reconhece que a solução é a construção de um novo presídio e que a licitação está em andamento. Mas questiona a falta de ações para amenizar a população carcerária.

“Não há que se esperar o agravamento da situação ou a ocorrência de uma situação mais grave, com risco de vida a todos os envolvidos. Passados 10 anos sem qualquer solução, hoje, o número de internos superou àquele que ensejou a interdição, sendo um contrassenso observar que a unidade continua interditada”, acrescenta.

A juíza manteve a interdição e proibiu que novos detentos sejam abrigados no local até que seja respeitado o limite de 360 presos. A multa será de R$ 30 mil por dia de descumprimento, cujos valores serão  revertidos ao Fundo Penitenciário Regional, para aplicação exclusiva em benfeitorias no Presídio Regional de Araranguá.

O despacho ainda determina um prazo de até 60 dias para que a gestão do presídio realize as movimentações necessárias à adequação dos limites da interdição, apresentando em até 10 dias os primeiros prognósticos das movimentações.

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