O prefeito de Forquilhinha, José Cláudio Gonçalves (PSD), o Neguinho, acionou a Justiça com o objetivo de retirar do ar a reportagem do Canal Criciúma que tornou público o caso em que ele foi flagrado pela primeira-dama e secretária de Saúde do município, Cléu Cavassini, nu em um motel, acompanhado de uma jovem de 24 anos.
Segundo a jovem, Cléu estaria acompanhada de Tiago Adriano da Costa, secretário-adjunto de Esportes de Forquilhinha. Conforme relatado à polícia, a primeira-dama teria invadido o local acompanhada do secretário-adjunto e, juntos, eles teriam filmado toda a situação.
A ação movida contra o Canal Criciúma com o objetivo de retirar a reportagem do ar foi protocolada por Ademir Mariot da Silva, advogado de defesa de Neguinho e procurador-geral do Município de Forquilhinha.
Na petição apresentada à Justiça, a defesa de Neguinho alega que as informações divulgadas pelo Canal Criciúma seriam falsas.
O advogado também se refere ao material publicado como “reportagem”, entre aspas, em crítica ao conteúdo produzido pelo portal. A publicação teve como base informações descritas em boletim de ocorrência registrado pela jovem junto à Polícia Civil (PC).
Ainda segundo a defesa, a divulgação da matéria teria ocorrido de maneira “intencional e premeditada” no fim da tarde de uma sexta-feira, com o suposto objetivo de dificultar a adoção de medidas judiciais imediatas e garantir que o conteúdo permanecesse disponível durante todo o fim de semana.
Defesa ao cliente ou ataque à imprensa?
Embora a defesa atribua ao Canal Criciúma uma suposta conduta “intencional e premeditada”, o boletim de ocorrência que deu origem à reportagem foi recebido de uma fonte por volta das 15h50 da sexta-feira (12.jun). No mesmo momento, o documento foi compartilhado com outro jornalista de Criciúma. Após a troca de informações, a checagem dos fatos e a apuração realizada pela reportagem, a matéria foi publicada por volta das 17h30.
Diferença entre informar e sensacionalizar
O Canal Criciúma rejeita qualquer tentativa de censura à atividade jornalística e nega as insinuações de que tenha atuado com o intuito de manipular a divulgação dos fatos. A reportagem foi produzida com estrito amparo em documento oficial e em informações de evidente interesse público, respeitando as garantias constitucionais da liberdade de imprensa e do livre exercício profissional.
As alegações da defesa que imputam má-fé à redação são infundadas e desprovidas de provas. A matéria foi publicada cerca de uma hora e quarenta minutos após o recebimento do Boletim de Ocorrência, seguindo o fluxo regular de apuração e edição, sem qualquer intuito premeditado de prejudicar defesas jurídicas.
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