19/02/2026 11h32 · Atualizado há 1 mês

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, deixará o comando da instituição a partir do dia 1º de março. De acordo com apuração junto a fontes ligadas ao governo, a saída ocorre em meio à repercussão do chamado “caso Orelha”, que gerou desgaste político e institucional nas últimas semanas.

Na quarta-feira (11), deputados estaduais do Partido Liberal (PL) teriam se reunido com o governador Jorginho Mello, em Florianópolis, ocasião em que foi discutida a permanência de Ulisses no cargo. Parlamentares da sigla teriam manifestado insatisfação, e, o governador também teria demonstrado desconforto com a forma que o caso vinha sendo conduzido.

Segundo o jornalista Marcelo Lula, do portal SC em Pauta, o governador não teria escondido a irritação com o então delegado-geral. Jorginho Mello teria relatado aos deputados que chamou a atenção de Ulisses após a publicação de uma informação considerada inverídica, que posteriormente precisou ser esclarecida.

Ulisses Gabriel é delegado de carreira e tem lotação original na Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Criciúma. Nos últimos dias, ele deixou de fazer publicações em suas redes sociais, o que também chamou a atenção de apoiadores e críticos.

Pré-candidato a deputado estadual pelo PL, o delegado passou a ser alvo de críticas nas redes sociais, com acusações de autopromoção política em meio ao episódio envolvendo o cão Orelha. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apura as circunstâncias relacionadas ao caso.

Com a saída de Ulisses Gabriel, o delegado Marcelo Sampaio Nogueira, que atualmente atua como chefe de gabinete e assessor direto especial da Delegacia-Geral, deverá assumir o comando da PCSC.

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