02/06/2026 15h04 · Atualizado há 1 dia

Uma mulher registrou um boletim de ocorrência contra o ex-companheiro, policial militar aposentado e atualmente vinculado ao Corpo Temporário de Inativos da Segurança Pública (CTISP) junto ao 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Criciúma, após ter sido agredida e ameaçada de morte. Toda a ocorrência foi registrada por câmeras de segurança da residência.

Segundo a vítima, o relacionamento entre os dois durou cerca de quatro anos e havia sido encerrado aproximadamente três meses antes dos fatos narrados. A mulher afirmou que o ex-companheiro voltou a procurá-la recentemente, mas, após ela decidir não retomar a relação, passou a receber ligações insistentes e ininterruptas.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado, o policial compareceu à residência da ex-companheira durante a noite utilizando um veículo emprestado de um amigo. A mulher contou que ele aparentava estar sob efeito de álcool e que, após entrar no imóvel, passou a agir de forma agressiva.

Ainda segundo a vítima, o militar sacou uma pistola, bateu a arma sobre uma mesa e a engatilhou diversas vezes, afirmando possuir munições suficientes para “acabar com tudo” — ameaçando matá-la e, posteriormente, tirar a própria vida.

A mulher relatou ainda que o homem apontou a arma para diversos objetos da residência enquanto fazia ameaças e que também sofreu puxões de cabelo, apertões nos braços e no rosto, além de ter sido empurrada contra uma parede.

Conforme a vítima, após tentar pedir ajuda por mensagens a uma amiga, ela voltou a ser ameaçada. Segundo a mulher, o ex-companheiro teria dito que a mataria caso a polícia fosse acionada e que também atiraria contra policiais que comparecessem ao local.

As imagens registradas pelas câmeras de segurança da residência mostram a vítima tentando fugir para a rua, mas sendo alcançada e arrastada novamente em direção à casa. Ela relatou ter sofrido arranhões em um dos braços e ter tido a roupa rasgada durante a ação. A Polícia Militar (PM) foi acionada, mas o homem fugiu antes da chegada dos militares.

O Canal Criciúma tentou contato com a PM de Criciúma para obter um posicionamento da corporação sobre o caso envolvendo o policial militar, mas não recebeu retorno até o momento da publicação.

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